BIODIVERSIDADE

Ou, novas formas de lazer da humanidade.

Numa estância hidromineral o corpo fica lavado para o ano todo. Fica-se "murcho" de tanto estar de molho em praias, cascatas, piscinas e duchas.

Depois de um ano como "vovó-babá", dei-me uma semana de férias e me refugiei naquele paraíso de águas quentes lá em Goiás.

Minha família sempre veraneou em estâncias hidrominerais (Iraí-RS), portanto, tenho certa familiaridade com o lazer destes lugares que, por sinal, me agradam bastante.

Depois de vários anos frequentando praias, estranhei alguns hábitos dos hóspedes deste lindo resort na Pousada do Rio Quente.

Pessoas andando de roupão para lá e para cá, jantando de roupão a até indo à missa com eles.

 Os mais velhos sempre no carteado.

A invasão dos laptops, particulares e locados no hotel. Uns trabalhando, outros no MSN, no orkut, naquela conhecida solidão virtual. Eu fiz questão de deixar o meu em casa, pois precisava ver e fazer coisas diferentes para sentir que estava realmente em férias.

No centro do Brasil havia uma profusão de gente, de tribos diversas, com sotaques diferentes e costumes tão distintos quanto aqueles que encontramos em viagens ao exterior.

Às 17h encerram as atrações do Hot Park e os roupões, que estavam "de molho" desde as 9h desfilam em bando rumo às outras piscinas, abertas dia e noite e sempre com água a mais de 38º.

É certo que o clima no Cerrado é muito seco e abafado, como também é certo que a água de qualquer torneira, poço, piscina, cachoeira ou rio de lá é quente mesmo; agora, passar uma semana literalmente dentro d'água me parece diversão para sapos.

Lá, com pessoas em trajes de banho e tempo para observar, constatei que a obesidade do brasileiro já é fato comprovado. Homens barrigudos (mais de noventa por cento), com barrigas e-nor-mes! Mulheres gordas da cabeça aos pés (e muito!). Crianças exigentes, sem limites, cansadas, numa atividade bem além do recomendado, de molho nas piscinas até tarde da noite. Até recém-nascidos havia por lá! Bebês então...

Num resort com cinco hotéis lotados nem é preciso ser um bom observador para fazer estas constatações.

Notícia boa é que diminuiu drasticamente o número de fumantes. Creio que 5% (se tanto) daquela multidão de cabelos molhados.

Muitas avós-babás (como eu) e vovôs babões, com seus filhos e netos. Curioso é que a maioria dos avós era do lado paterno. Será a nossa redenção?! Os pais cuidando das crianças tanto ou mais que as mães, como se comprova na maioria dos lugares. Famílias inteiras desfrutando do lugar e formando grandes mesas no restaurante do hotel.

Poucos funcionários para atender a multidão, numa economia evidente de mão de obra e filas demoradas para tudo. Preços salgados dentro do resort e bem acessíveis na cidade vizinha (Caldas Novas).

Encerrando as reminiscências, destaco a arte pura das camareiras no arranjo das toalhas. Vou colocar a imagem de um dos "origamis", feito, inclusive, por um rapaz.

Voltei amigos!



Escrito por Maria Luiza às 09h18
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