INCESTO OU TRAIÇÃO?

Hoje vou lhes contar uma história e gostaria de ouvir algumas opiniões.

Trata-se de duas amigas, a quem chamarei de M e Z.

Amigas desde a adolescência, diferentes como o sol e a lua, uma linda por dentro e a outra radiosa por fora. Mesmo assim, boas amigas.

M cultivava dons perenes e Z impedia qualquer marca do tempo em sua casquinha, sempre bonita, elegante, primorosamente vestida e colando as provas inteiras de M para conseguir passar de ano.

Cedo casaram. M continuou estudando e Z aproveitou a desculpa para nunca mais chegar perto de um livro.

Tiveram filhos, saíam para programas de casais, frequentavam a casa uma da outra, os maridos amigos, os filhos idem e elas cada vez mais.

A vida se encarregou de afastar as duas, enviando a família de M para longe. Mantiveram contato, cada vez mais espaçado por conta dos afazeres de ambas e da criação dos filhos.

Tempos depois, filhos criados, Z enviuvou.

M separou-se do marido e casou novamente, com um homem com quem tinha mais afinidade.

As amigas voltaram a se encontrar e o ex-marido de M começou a demonstrar interesse por Z, que imediatamente correspondeu, iniciando um relacionamento.

De repente, o jogo reiniciou com papéis trocados, num revival de situações já vividas por distintos personagens, com direito a comentários íntimos por parte de Z acerca do desempenho do ex-amigo, agora namorado.

Os filhos de M não gostaram, apesar de sempre terem sido afetuosos com a amiga da mãe. Dizem que não acham "normal".

Tempos modernos ... será?

Na cabeça de M há uma abelhinha querendo descobrir se tanta atração já existia no tempo dos antigos casais, ou se surgiu no presente.

Caberão ciúmes? Desconfianças? Sensações esquisitas, sem denominação específica?

Uma amiga de verdade ficaria com alguém que já tivesse sido de sua grande amiga? Ela, M, ficaria?

É normal ou patológico?

É traição, ou incesto?

Sei lá... E você, o que acha?



Escrito por Maria Luiza às 08h06
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IMORTAL

Acho que nunca pensei em viver para sempre. Penso que enjoaria de viver. Nem mesmo para sempre na lembrança dos outros, uma vez que, para quem morreu, já não importa ser ou não lembrado.

De qualquer forma, acredito que a descendência nos perpetua e que os livros escritos (quando lidos) também nos fazem sobreviver a nós mesmos.

Hoje, depois de ter levado um baita tombo e torcido o pé, recebi um lindo diploma que, de certa forma, me imortaliza. Pelo menos é o que está escrito nele.

Eu imortal?

E dona de uma cadeira numa Academia de Letras?

Por conta do meu palavreado?

Então ainda vale a pena ler e escrever?

Fiquei emocionada, orgulhosa e bastante reflexiva.

Claro que tinha que dividir isso com vocês!

 

 

 



Escrito por Maria Luiza às 16h41
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MEU GAROTO!

Depois de amanhã vai fazer seis anos que mudei de status familiar - passei a ser vovó!

Num dia frio e ensolarado engoli o almoço correndo e voei para a Maternidade porque ele estava chegando.

Minutos eternos diante da porta fechada do Centro Cirúrgico. A vida em suspenso, reservando seu maior milagre para dali a poucos minutos.

Lucas nasceu!

Fascinada, orgulhosa, emocionada, misturei lágrimas e sorrisos por um bom tempo.

Com a testa colada ao vidro do berçário (juro que ele era o mais lindo!) revisitei o nascimento do meu primogênito - seu pai.

Naquele instante entendi um pouco esta tal de eternidade. Afinal, naquele pacotinho branco e azul estavam muitos dos meus gens também.

É indescritível a sensação de sermos avós. Em última análise, vemos justificadas todas as limitações da passagem do tempo.

Cantar para eles dormirem, aconchegar bem junto ao coração, beijar aquela cabecinha perfumada, ouvir eles nos chamarem de vovó. Não tem preço.

Depois vieram as histórias, as comidinhas especiais, as viagens, as idas e vindas ao Colégio, o abraço sempre especial, o beijo mais demorado, o sorriso, a despedida gritada da rua : "Tchau vó querida!"

Pois meu menininho já está completando seis anos e querendo escrever e ler. Continua amoroso, enfastiado, louco por Mc Donald's, por brinquedos e histórias e até já tem uma "namorada" na escola por quem é apaixonado.

Não importa mais se minhas fotos estão envelhecendo (só as fotos...rs), preciso deixar o tempo correr para que Lucas consiga crescer, ficar moço, viver.

Parabéns netinho amado! Que o Papai do Céu te proteja sempre e que teu anjinho da guarda não se distraia um segundo sequer.

Um beijo desta vovó que te adora.



Escrito por Maria Luiza às 19h06
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