MR. JACKSON

Não tenho nenhum disco de Michael Jackson.

Embora sejamos praticamente contemporâneos, a música pop nunca me seduziu.

Sempre fui mais Roberto Carlos, os italianos, boleros de dançar de rosto colado, sambas, MPB, bossa nova e jovem guarda.

Achava bonito ver Michael dançando. E sentia pena daquele astro milionário sempre envolvido em dramas pessoais, familiares, tão perdido em seus problemas de toda ordem.

Não gostei nada das acusações de pedofilia que ele sofreu, pois tenho verdadeiro pavor de quem abusa de crianças. Se era culpado ou inocente não cabe a mim julgar, mas sou do tempo em que se dizia “onde há fumaça, há fogo.”

Detestava aquele seu branqueamento, totalmente sem propósito, sem fundamento e sem resultado, assim como a vozinha infantil que ele usava nas entrevistas (como a Xuxa), embora tivesse uma voz linda ao cantar.

Que crueldade dos cirurgiões plásticos que o deformaram à custa de milhões de dólares!

Que valores (ou falta deles) sua família lhe passou para que ele achasse que um narizinho aquilino o faria mais feliz?

Já “branco” Michael Jackson vibrava com suas raízes negras, mesmo sem se dar conta, prova disso está nas três vezes que veio ao Brasil e no quanto se realizou cantando e dançando no Pelourinho (em Salvador) e no Morro Santa Marta (no Rio de Janeiro), completamente integrado com a comunidade negra, em 1996.

 O descompasso da nossa vida também pode ter ocasionado o distanciamento. Quando ele se consagrou com Thriller (1982), por exemplo, eu tinha já os três filhos para cuidar e um de apenas dois anos. Ele era o rei dos palcos, enquanto eu assistia o Sítio do Pica-pau Amarelo com minha galerinha. Assim como Peter Pan (seu ídolo), Michael não queria crescer e eu sempre ansiei pela maioridade.

Michael talvez possa ser comparado à Madona, nos escândalos e no talento (ambos dominando o corpo e a voz ao mesmo tempo), só que Madona é muito mais “cara de pau”, por isso deve ter sofrido menos.

Não se pode medir gênios com a mesma régua usada para pessoas comuns, esta é a verdade.

Agora, novo capítulo deste drama irá se desenrolar nos tribunais – com quem ficarão os filhos de Michael?

Serão criados por sua mãe, que nem a ele soube amar?

Com uma babá, certamente interesseira?

Com as mães biológicas que só os conceberam pelos dólares pagos pelo cantor, abdicando de todos os direitos sobre eles?

Herdando dívidas?

Comparado à Pantera (Farrah Fawcett), Michael teve uma morte rápida, quase feliz, compatível com sua meninice eterna.

Além disso, se Elvis não morreu, Michael Jackson certamente também não morrerá. Pelo menos para seus fãs.

Ídolos... não vivemos sem eles, mas os esquecemos depressa demais.



Escrito por Maria Luiza às 11h16
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A TAL FELICIDADE

O quê compra a felicidade?

Dinheiro, talento, fama? Nada disso, senão Michael Jackson não teria sido tão infeliz.

A não aceitação de si mesmo afasta para bem longe qualquer esperança de ser feliz.

Nascer negro desejando ser branco é desperdiçar tempo e dinheiro em soluções inúteis. Muito mais eficaz teria sido descobrir o melhor de sua raça e se orgulhar dela.

 Todos os dias vemos moças baixas e roliças desenvolvendo doenças sérias como bulimia e anorexia porque querem ser modelos.

Loiros querem ser morenos e vice-versa, embora pintar o cabelo seja bem mais simples.

Homens gostariam de ter nascido mulheres e o contrário. Homossexuais desperdiçam grande parte da vida tentando gostar do sexo oposto para agradar a família ou a sociedade.

Gente feia, burra e sem graça sempre sonhando em virar celebridade.

Há quem passe a vida estudando coisas que não lhe dizem nada, nem melhoram sua concepção de vida.

Outros dedicam grande parte do seu tempo na tentativa de aprender a tocar um instrumento, mesmo sem nenhuma aptidão ou ouvido musical.

Como diz aquele pensamento antigo, devemos nos esforçar para melhorar e também nos resignar com aquilo que não pode ser mudado.

Quem sabe o segredo desta tal felicidade deve-se à tentativa de ser feliz com o que se é e o que se tem?

Sei que meus leitores não gostam de comentar nada, mesmo assim, deixo a pergunta para que pelo menos reflitam sobre ela.

Bom final de semana!



Escrito por Maria Luiza às 20h20
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TRISTES ESPÉCIMES

 

Não vou dizer que fiquei “estarrecida’ porque, infelizmente, tenho visto e sabido de tanta coisa horrorosa que perdi a capacidade de me estarrecer. Mas ainda me chocou o caso da mãe menina (de 11 anos!) lá do Rio Grande do Sul. Pobre, filha adotiva, abusada pelo pai adotivo desde pequenininha e grávida assim que seus ovários amadureceram o mínimo necessário para a concepção. Diz ela que ainda quer ser “cientista”, que não sente raiva de ninguém, apenas amor pelo filho. Perguntada sobre o que deseja para a criança responde: “Que tenha educação e respeito.”

Bingo! Era o mote que eu precisava para a costura que desejo fazer.

Existem mães que só deram a seus filhos a vida biológica, porque dificultam enormemente o desenvolvimento psico-social dos mesmos, tornando-os reféns de suas mentes doentias e da visão retorcida que têm da vida, dos fatos e das pessoas. Comprazem-se em manipular cabecinhas inocentes, às vezes ainda na primeira infância, usando de ardis e artimanhas inqualificáveis para obter da criança uma cumplicidade forjada à custa de toda sorte de prêmio.

Não são mães. São monstros. Não hesitam em comprometer o equilíbrio emocional de anjinhos de quatro, cinco anos desde que possam atingir, através deles, seus desafetos. Obrigam a criança ao desamor, mentem, trapaceiam, oferecem brinquedos, substituem refeições saudáveis por porcarias industrializadas, entopem a casa de brinquedos desnecessários e apreciados por um ou dois dias apenas, tudo isso para barganhar afeto, fomentar ciúmes, criar desavenças.

Vocês conseguem imaginar uma mãe que oferece presentes ao filho pequeno desde que ele deixe de gostar desta ou daquela pessoa?

E a Infância, onde fica?

E os valores reais?

E a sinceridade nata dos pequenos?

Aos cinco anos, já encontramos crianças capazes de mentir, de fingir, de fazer jogo duplo, completamente perdidas entre o certo e o errado, por culpa dessas mães.

É claro que este tipo de comportamento parte de pessoas ociosas, sem rumo, sem objetivo na vida, com tempo integral para arquitetar maldades. Poderiam estas criaturas cozinhar para seus pequenos, ler histórias para eles, sentar no chão para brincar, ensinar a rezar, organizar suas coisas, ao invés de desperdiçar o tempo entortando, às vezes para sempre, a cabeça e os valores de um inocente. Como não são pobres, o Conselho Tutelar não se ocupa desses anjinhos que sofrerão na vida mais até do que os favelados, refugiando-se nos vícios, nos medos para fugir da confusão sentimental e ética criada por essas falsas mães.

Uma menina pobre, estuprada, mãe aos onze anos quer incutir “educação e respeito” em seu filhinho.

Oxalá todas as mães quisessem a mesma coisa!

Que lição!

 

 



Escrito por Maria Luiza às 20h04
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SÓ UM ALÔ!

Gente, depois de uma overdose de emoções, de hóspedes, de comidas, enfim, de quase tudo, ainda não consegui localizar bem o tico e o teco.

Parece que me transformei na mulher que virou suco (tem um filme assim né?), com os neurônios brigando entre si, ou, o que é pior, dormindo profundamente.

Desde pequena vivo perdida em infindáveis questionamentos de toda ordem: existenciais, filosóficos, sentimentais e por aí afora.

Agora, neste momento, parece que não há nada para ser questionado, apenas vislumbro o sofá e a cama para descansar o corpo moído.

Amanhã certamente já reunirei as partes todas e voltarei a ser quem sou. Pelo menos nos momentos em que a Bruna dorme.

Obrigada a todos que continuaram me lendo, mesmo sem novos textos. Prometo recompensá-los com capricho.

Hoje era só mesmo para dar um alô!



Escrito por Maria Luiza às 20h06
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