PARABÉNS MÃEZINHA!

Hoje (dia 17 de junho) minha mãe está completando 90 anos!

Já imaginaram o que é viver 90 anos?

O que ela viu, as concessões que precisou fazer, os reajustes da moeda, a moda indo e voltando, os novos valores, a tecnologia,  a correria, a violência, as perdas, o futuro e o passado tão presentes, mudanças radicais.

Minha mãe se chama Conceição e é parente distante de Getúlio Vargas.

Já operou catarata nos dois olhos e lê compulsivamente. Todo o Correio do Povo diariamente, sempre um romance (de Danielle Steel a Jorge Amado e Nelson Rodrigues), além de poemas (no momento os do Dr. Barboza) e revistas que antecipam as novelas, pois diz não gostar de sofrer, preferindo assistir as cenas sabendo do desenlace (depois fica contando).

Acho minha mãe bonita (julguem vocês mesmos), além de extremamente simpática, sempre oferecendo seu melhor sorriso a todos que por ela passam.

Generosa, abre mão de tudo pela família e pelos amigos.

Religiosa, passa horas com seus santos, seu terço, sua Bíblia.

Nunca reclama de nada, nem diz que no seu tempo era melhor. Compreende todos os modernismos e aceita com tranqüilidade os conceitos das novas gerações.

Politiqueira (como boa Vargas), conhece os políticos e tem opinião formada sobre o desempenho deles. E não deixa de votar.

Não perde jogo do Internacional e da Seleção Brasileira, assinou o canal que passa todos os jogos para assistir com os netos e bacias de pipoca.

Incapaz de uma grosseria, um desacato, uma maledicência. Quando não tem saída, prefere ironizar sutilmente.

Encantada com os filhos, os netos e os bisnetos, brinca de carrinho e pescaria com o Lucas (5 anos) e de bonecas o dia todo com a Bruninha (1 anos). Dá gosto de ver!

Enfim, com esta lucidez, esta simpatia e esta saúde vale muito a pena viver 90 anos!

Parabéns mãe querida! Tenho o maior orgulho de ser tua filha!

 

 



Escrito por Maria Luiza às 14h25
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PORTAS FECHADAS

Sinceramente, eu não gostaria de saber o que se passa na Coréia do Norte, ou no Irã.

Já que não posso fazer nada para ajudar, de que me vale saber das loucuras que os ditadores desses países arquitetam para a humanidade e para seus próprios compatriotas?

Leio que os campos de concentração nazistas ressuscitaram nos gulags norte-coreanos. Com toda a barbárie conhecida.

E o resto do mundo faz o quê?

Mais uma vez, a esperança dos oprimidos do Oriente está no Ocidente. Mais especificamente nos Estados Unidos da América, agora nas mãos de Barak Obama.

O mundo todo critica as intervenções norte-americanas, às vezes com protestos acirrados e sangrentos. No entanto, quem mais terá cacife para tentar deter as bombas atômicas do Irã ou os testes e as atrocidades da Coréia do Norte?

Estou lendo A Virgem na Jaula - um apelo à razão (Companhia da Letras, 1969), de Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália e hoje refugiada na Holanda. Elucidando meu raciocínio diante das notícias do jornal, farei uso das próprias palavras da autora:

Alguns críticos ocidentais reprovam as políticas e atitudes dos Estados Unidos, mas não criticam o mundo islâmico, bem à maneira dos apologistas do socialismo no Ocidente que, na primeira metade do século XX, não ousavam criticar os campos de trabalho soviéticos. Na mesma linha, alguns intelectuais ocidentais criticam Israel, pois é lícito criticar um país que pertence ao Ocidente, mas sentem pena dos palestinos e do mundo islâmico em geral, que não são tão poderosos. Criticam a maioria branca nativa nos países ocidentais, mas não as minorias islâmicas. Críticas ao mundo islâmico, aos palestinos e às minorias muçulmanas são vistas como islamofobia e xenofobia.

Nunca é demais ressaltar o quanto isso é equivocado. Ignorar diferenças e abster-se de criticar é racismo em sua forma mais pura.Não obstante, esses culturalistas não percebem que, na ânsia de evitar críticas aos países não ocidentais, estão aprisionando as pessoas que representam essas culturas num estado de atraso. Suas intenções podem ser as melhores possíveis, mas, como todos sabemos, de boas intenções o inferno está cheio."

Se pudesse, eu fecharia todas as portas do Brasil tentando resolver apenas os nossos problemas, que não são poucos.

De que serve, afinal, esta tal globalização?!

 



Escrito por Maria Luiza às 14h36
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