DIA DOS NAMORADOS

Namorar é a melhor coisa do mundo, disso ninguém duvida!

Cada geração tem a sua forma de externar sentimentos e desejos, por isso, hoje já não saberia como qualificar os namoros e namorados.

Aposto que continua bom demais.

Ao invés de discorrer sobre os encontros, relacionamentos e namoros em geral, vou homenagear todos os namorados, principalmente aqueles verdadeiramente enamorados com um soneto da grande poeta portuguesa - Florbela Espanca.

O meu amor

Trago dentro de mim, amortalhado,

Um amor de tragédia, extraordinário,

Amor que é uma cruz sobre um Calvário

Onde o meu peito jaz crucificado!

Amor que é um rosal, já desfolhado,

De pétalas dum branco funerário,

Amor que tem os gelos dum sudário,

E as chamas dum inferno não sonhado!

Amor que compreende mil amores,

Amor que tem em si todas as dores,

Amor que nem eu sei o que ele encerra...

Amor de sacrifício e de saudade,

Amor que é um poema de bondade,

Amor que é o maior amor da terra!

Parabéns!



Escrito por Maria Luiza às 13h44
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EXCESSO DE MÍDIA

Dizem que até água demais pode matar. Notícias então...

Sei de jovens que já estão desistindo de se manter informados para não caírem em depressão.

Já era difícil conviver com as tragédias, problemas, violência, doenças do nosso bairro, da nossa cidade, agora sofremos por tudo e por todos do mundo inteiro!

Claro que dá pra gente mudar de tribo e se alienar completamente. Viver só na Paz e Amor, lendo o que gosta, ouvindo o que gosta, filtrando tudo que existe ao nosso redor , só deixando passar o que é bom para a nossa cabeça. O risco é vivermos segregados e não termos mais nem o que conversar.

Já que a televisão virou pai, mãe, babá, namorado, vizinho, enfim, a companhia onipresente em quase todos os lares, o controle remoto e uma tv por assinatura nos garantem o direito de fugir daquilo que não nos faz bem. Só que afasta as pessoas, pois cada um vai para o seu quarto ver o seu programa favorito, então... nem sei se há vantagem nisso.

Tem orquestras e corais de crianças de rua fazendo o maior sucesso, mas com pouquíssimo alcance na mídia.

Existe gente boa de verdade, ajudando pessoas, construindo um mundo melhor, sem divulgação alguma.

Os blogs de poemas, de crônicas leves, de crescimento cultural não são muito visitados, já os de sexo, violência, intrigas, fofocas, esses batem recordes de leitores (aliás, há muita figura e pouca coisa para ler).

Será que teremos de nos dividir em grupos, totalmente sem interação, para podermos fugir da mesmice e do excesso de notícias catastróficas?

Por que o estado em que forem encontrados os corpos de um triste acidente faz o comerciante vender mais cerveja, mas xampu, mais celulares? Por que o ibope acusa picos de audiência diante de cenas macabras, que jamais deveriam ser sequer divulgadas nos meio de comunicação, interessando apenas às famílias das vítimas? Será a natureza humana tão mórbida, ou foi moldada por uma mídia sensacionalista e interesseira?

Lembro ainda de um programa de música clássica para o povão, que viajava cidades e aqui, em frente ao terminal Rita Maria (há muito tempo) encantou até bêbados e mendigos. Eles ouviam fascinados, esquecendo suas mazelas, flutuando num outro mundo.

É claro que o programa nem existe mais, porque devia dar pouco lucro, poucos investidores, poucos patrocinadores, não vendia.

Agora, enquanto faltar um só corpo para ser encontrado no mar, mesmo que os curiosos não saibam nem pronunciar o nome da pessoa, a mídia pode continuar seu carnaval, os anunciantes podem apostar pesado, pois certamente os olhos e os ouvidos estarão como nunca presos aos noticiários. Se pelo menos lembrassem de rezar pelos parentes que sofrem...

"Ora, direis, ouvir estrelas!"

Pois sim, mil vezes melhor ouvi-las e à lua cheia escandalosa, esplendorosa que se dependurou sobre a ponte a semana toda, do que tomar esta overdose de baixo astral!



Escrito por Maria Luiza às 15h33
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MOMENTOS

Num domingo lindo, ensolarado, embora frio,com a bochecha inchada de uma cirurgia no dente,fazendo dieta forçada (único ponto positivo) e desafiando minha capacidade de adaptação (colocar gelo num frio destes e comer comida gelada não é fácil), como sempre me evado e revisito outros momentos "bem mais auspiciosos".

Num domingo ensolarado em Curitiba, muito mais frio do que aqui e com a face normalzinha, tomando um chopp no Largo da Ordem, em frente à feirinha, li num painel daquelas tantas casas teatrais o seguinte poema. Copiei, inlcusive o nome do autor (de quem não tenho a menor referência) e agora divido com vocês. É lindo!

por teres ido tão longe

embora sem ter fugido

pareces não teres ido

e hoje é como se ontem

como estás fora da vista

a minha imagem de ti

que já está fora de si

segue a tua pista.

Marcos Prado

Um ótimo domingo pra você!



Escrito por Maria Luiza às 11h13
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