PRA QUE TANTO ORGULHO?

Hoje ouvi duas histórias muito semelhantes, com finais bem distintos.

Uma é recente, a outra mais antiga. Só que isso não faz a menor diferença em se tratando de relacionamentos amorosos, uma vez que o amor, o ciúme, a paixão são sempre iguais, desde que o mundo é mundo.

A primeira história é de uma mulher que foi traída e fez com que os filhos também se divorciassem do pai, falando mal do dito cujo noite e dia, ao mesmo tempo em que se vangloriava do "orgulho" e amor próprio que fizeram com que ela impedisse, ou dificultasse bastante, o convívio do traidor com as crianças. Hoje, adultos, o filho homem procura o pai amiúde, escondido ou não, e demonstra claramente seu afeto por ele, malgrado a raiva materna (que persiste!). A filha mulher é cheia de problemas pessoais, recalques, frustrações, desequilíbrios e ainda sempre forçada a substituir o pai pelo padrasto em todas as ocasiões significativas.

 A outra história é de mulher jovem, também traída pelo marido, também com um casal de filhos, que resolveu perdoá-lo e tentar retomar o casamento em outras bases. Como a história é recente, ainda não podemos assegurar o final, só que algumas coisas já aconteceram. Dizia ela que o casamento andava rotineiro, acomodado e depois desta "sacudidela", depois das discussões, do choro e ranger de dentes, o traidor ficou "um doce", que adivinha seus desejos, é todo ternura com as crianças e um touro na cama. Aliás, ela confessa que seu desejo por ele triplicou, embora não saiba explicar exatamente porque.

E agora? Quem agiu certo? Quem tem mais razão? Quem sofrerá menos?

Lembro de uma frase que dizia: " - Para que tanto orgulho se o destino é a morte?"

Será que vale a pena?



Escrito por Maria Luiza às 17h47
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NEM TANTO AO MAR...

" Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu (...)

A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar,

mas eis que chega roda viva e carrega o destino pra lá."

Grande Chico Buarque!

Pois é, em certos dias percebemos que estamos vivendo uma rotina desgastante, paralisante, desperdiçante.

E sentimos vontade de experimentar outra vez aquela adrenalina das mudanças, dos recomeços, das viradas.

Parece que a maior parte da humanidade é de uma acomodação surreal. "Todo dia ela faz tudo sempre igual..."

Por outro lado (tudo tem no mínimo dois lados), outra porção significativa de pessoas sofre de um radicalismo burro também. Ou são completamente desregrados, ou estão constantemente estressados, ou são relaxados (no sentido do relax mesmo) demais e só querem saber de sol e rede.

Há pessoas que vivem exclusivamente para a família e cobram isso com juros e correção monetária de cada membro da mesma.

Outros estão pouco se lixando para a família e vivem fazendo caridade para os estranhos, enquanto os seus passam por toda sorte de necessidade.

Tem gente organizada demais, em um nível neurótico, sacrificando todos que vivem ao seu lado.

Outros são desorganizados de uma forma inaceitável, porque perdem tudo, esquecem tudo, não encontram nada quando precisam.

Numa mesma "ninhada", ouvindo os mesmos conselhos, sofrendo os mesmos castigos, cada irmão sai diferente.

Há os que correm o dia todo, sem tempo para nada e nunca ficam satisfeitos com a sua produtividade.

Há também os que não fazem nada o dia todo e ainda reclamam da vida, quando poderiam se ocupar um pouco, pelo menos cuidando do lugar onde vivem.

Os shoppings centers vivem cheios de gente de lá pra cá, à procura de não sei o quê, talvez delas mesmas.

E a pergunta que não quer calar.

 Vendo assim gente tão diferente, com vidas glamurosas ou sofridas, com encontros apimentados ou muro das lamentações, fechando negócios milionários ou contando moedinhas para o pão, adquirindo cultura ou vadiando pelas esquinas, lindos e feiosos, elegantes e disformes, amados e desprezados, de todo tipo enfim, vendo estes extremos todos, volto a me questionar:

- Será que a normalidade é sinônimo de mediocridade?



Escrito por Maria Luiza às 20h55
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TAMBÉM QUERO UMA CASA NO CAMPO!

É, não era só Zé Rodrix que queria uma casa no campo. Eu também quero!

Estou farta de viver em apartamentos de classe média, tendo que aturar gente estranha ( e muitas vezes mal educada) morando quase junto com a gente, fazendo barulho, numa convivência difícil, onde o mais educado sempre sofre mais, pois fica quieto para não piorar as coisas, nem desencadear mais baixaria.

Esses condomínios "classe B ou C" têm pouco isolamento acústico, paredes finas o suficiente para se ouvir até o ranger das camas dos vizinhos (quando não é coisa pior...ou melhor), áreas comuns preservadas por poucos e sujas por muitos e o pior de tudo, para mim,  é ver o lixo misturado e as músicas em alto volume (sempre horrorosas!), desrespeitando qulaquer regra de civilidade. Tem vizinho que liga o aspirador de pó sempre na hora da novela, por exemplo, e há ainda os que arrancam flores da floreira e jogam no chão, ao lado, espalhando terra na calçada. E olha que não moro na favela! Até parece, mas é no coração do bairro e os apartamentos não custam pouco.

Aqui as regras são frouxas e a síndica é a primeira a desobedecê-las. Então... Ninguém vai à reunião do Condomínio (dizem que para evitar aborrecimentos) e depois se comprazem criticando tudo e todos.

Sem falar na construção ao lado, que já comentei aqui, e certamente aniquilará toda a minha reserva de sanidade mental.

Enfim...

Quero passear de carrinho com a Bruna longe da poluição (de todos os tipos), respirar, ouvir os pássaros, comer fruta do pé com o Lucas, tocar piano ouvindo até as pausas...

... acho que estou precisando revisitar meu Alegrete!



Escrito por Maria Luiza às 14h24
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MEMÓRIA

Não adianta negar, ela (a memória) já não é a mesma.

Nem sei bem se por talento ou imposição, já que ficava muito nervosa interiormente, fui por muitos anos a declamadora oficial do IEOA (meu colégio). Era só chegar alguma autoridade, ou nas datas comemorativas, enfim, fosse o evento que fosse lá vinha uma poesia enorme para eu decorar. Com dez anos me obrigaram a declamar "Meus oito anos" de Casemiro de Abreu . Imaginem a emoção... que saudade eu poderia sentir? Aos nove já me brindaram com 'Vozes d'África", de Castro Alves e dois anos depois já sofri e fiquei muito de castigo para decorar "Navio Negreiro" do mesmo autor. Com onze fui incumbida de recitar as "Cirandas" de Mário Quintana para ele próprio e na faculdade tive meu primeiro "branco" ao apagar completamente o discurso que faria para o Ministro da Educação (Jarbas Passarinho), com o ajuda dos Céus para começar improvisando e depois o texto retornar para a minha memória. Não me poupavam mesmo, imaginem que fui oradora da minha turma de Letras grávida de sete meses do Cristiano! Sem falar nas partituras imensas que precisava decorar para as audições de piano.

Pois é, hoje já me sinto mais desmemoriada, ou, pelo menos, com uma memória mais seletiva. Não esqueço as coisas realmente importantes, já as triviais, às vezes deixo passar batido.

Sempre fui péssima para decorar títulos, de livros, de filmes, de músicas, de novelas. Parece até um bloqueio, pois lembro o enredo todinho, nas primeiras cenas já sei se assisti ao filme ou não, mas do título raramente consigo lembrar. Curiosamente, compilando minhas crônicas de mais de trinta anos para o meu livro, surpreendi-me ao ver que neste tempo todo eu não tinha repetido um título sequer, portanto, deve haver um registro em algum lugar.

Claro que vivo me agendando, pois tenho muitas pessoas sob a minha responsabilidade , de 1 ano a 90! Então, escrevo bastante. Mesmo assim, vez por outra alguma coisa me escapa.

Ontem, por exemplo, corri a enviar aos amigos  e parentes o site onde poderiam ver as fotos do aniversário da Bruninha. Dei os passos todos , mas esqueci o endereço. Agora vou fazer certinho por aqui, pois quem sabe vocês também gostariam de ver, né?

http://www.colorclick.com.br         -  Fotos on-line          - Sonho de festa                - Bruna 1 ano

Agora acho que não faltou nada, até porque a esta hora, num domingo silencioso como todos os domingos de manhã, minha cabeça está despoluída.

Quero até aproveitar para enviar um recadinho a vocês:

Já falei aqui que talvez precise mudar a hospedagem do meu blog, uma vez que seguidamente ele não abre para comentários, dando "erro de sistema" com uma frequência indesejada. Não consegui contatar a UOL para reclamar, portanto...

Outra coisa é a impossibilidade de responder aos comentários, por vezes extremamente simpáticos e generosos, até de pessoas que eu não conhecia. Fico louca para agradecer, complementar, explicar, mas neste site não existe esta ferramenta.

Fiquem atentos, portanto, pois se as coisas continuarem assim, vou ter mesmo que mudar de endereço.

Bom domingo a todos!

           



Escrito por Maria Luiza às 08h33
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