JEJUM OU GASTRONOMIA?
Que pecado... também , essa história de não se comer carne na sexta-feira santa, de ser feriado, de todo mundo gostar de bacalhau, acaba por fazer do almoço da sexta-feira um verdadeiro banquete, às vezes melhor até do que o da Páscoa. Eu gosto muito de cozinhar, dizem que faço isso muito bem, por sinal. Trabalho bem com frutos do mar, especialmente com bacalhau. Hoje fiz almoço para doze pessoas, chegaram a lembrar (outro pecado!) que parecia a Última Ceia de Cristo com seus doze apóstolos. Duvido que os apóstolos comessem tanto! Pois é, era para ser jejum, pouca comida, muita oração, mas esta história de reunir a família, dos distantes chegarem, de beber um bom Chardonnay gelado antes, durante e depois do bacalhau, não dá pra evitar as risadas, as fotografias e os elogios para a cozinheira. Ainda bem. Tiraram fotos dos pratos, vou mostrar um deles a vocês, onde estavam deitadinhos mais de 2kg de um bacalhau especialíssimo, vindo do Mercado Público de Curitiba. - Estão servidos? 
Escrito por Maria Luiza às 20h52
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FRANCISCANA
Eu nunca serei rica, não tem jeito. Não me considero nenhuma Madre Teresa, sei que sou cheia de defeitos, agora, se tem uma coisa que faço à perfeição é me colocar no lugar das pessoas. Chega a ser enervante! Com meu carrinho velho, já me envergonhava de passar pelos catadores de papel, muitas vezes na chuva, empurrando seus pesados carros, como se fossem animais de carga. Agora, com este novo, fico olhando para velhos, grávidas, crianças, aleijados nos pontos de ônibus, às vezes na chuva e no vento, e fico com o coração apertado, como se Deus me olhasse e dissesse: "- Não tens vergonha não?" Quando vou ao supermercado e compro para duas casas (minha e da minha mãe), parece que exagero, que tenho demais enquanto outros ficam somando para levar o necessário e, algumas vezes, devolvendo no caixa porque ultrapassou o orçamento. E deve ser duro dizer não a um filho, ainda mais em se tratando de alimentos ou aqueles supérfluos tão necessários a uma criança que vê as outras experimentando. Sinto vergonha de usar pouco meu Plano de Saúde, enquanto alguns morrem na fila de espera das cirurgias e internações do SUS. Hoje mesmo vi de perto um caso desses! Quero deixar claro que não acredito em comunismo, ou socialismo, porque sei que nesses regimes os chefes vivem muito melhor que o povo, exploram o povo e se concedem muitas mordomias. O que acredito é na fraternidade, na solidariedade, na justiça. As pessoas vivem numa correria insana, mal vêem os filhos, não tem lazer, tudo atrás do maldito dinheiro, para adquirir bens materiais que não poderão carregar. Dia desses li num carro a seguinte frase: " Quem não tem tempo para Deus vive perdendo tempo." E perdendo a vida e os momentos importantes dela. A proximidade da Páscoa, para mim que sou cristã, mexe bastante com todas estas questões. Creio que a CNBB foi muito feliz na escolha do lema da Campanha da Fraternidade deste ano: " A Paz é fruto da Justiça." Deve ser muito difícil ser honesto, virtuoso, esforçado diante de tanta injustiça e má distribuição de renda, sem falar nas falcatruas horripilantes dos políticos, dos cargos inventados, dos desvios de verba, dos salários mirabolantes e todas essas coisas que enojam a gente. São Francisco, ao renunciar a todos os seus bens e sair de sua rica casa seminu e descalço, deve ter sentido um alívio, uma sensação de liberdade muito grande. Sem culpas, sem medo de ser roubado, sem precisar pagar impostos, sem ser alvo dos invejosos, sem cobiça, LIVRE! Uma Feliz Páscoa a todos vocês, queridos leitores!
Escrito por Maria Luiza às 21h09
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PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO
Sempre achei lindo alguém ganhar um carro! Mais lindo até do que comprar. Sabe, acho que traz implícita a questão do merecimento, etc, mesmo sabendo que , na maioria das vezes, as pessoas que ganham grandes presentes nem os merecem, apenas há dinheiro sobrando na parada. Meu lado romântico quantificava o amor dos maridos pelo carro presenteado. Ficava invejando aquela felizarda e admirando suas virtudes (que às vezes nem tinha), capazes de motivar um homem a lhe ofertar um presentão daqueles. E conjeturava: deve ser muito bela, muito boa de cama, muito atenciosa, muito boa dona-de casa, tratar muito bem a família dele para merecer o mimo. E me sentia diminuída pelo fato de jamais ter recebido nada igual. Certamente faltavam-me atributos... Passei a juventude e todo meu tempo de trabalho com apenas dois carros, pagos em cinco anos, naquele aperto normal dos professores. Com três filhos homens namorando, fomos obrigados a ter um segundo, no mesmo estilo. Agora, quase na "boa idade" (não sei pra quem), não é que recebo um carro lindo, do jeito que eu mais gostava, do marido?! Por dez anos de um casamento que começou na internet e hoje é muito real. Então deixa eu mostrar o "embrulhinho". Finalmente eu também ganhei um carro. Oba!
Escrito por Maria Luiza às 15h25
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APROVEITAR A VIDA
Como é que se aproveita a vida? Será igual para todo mundo? Acho que não. Por exemplo, eu considero o maior desperdício de tempo e vida ficar assistindo jogos de futebol, enquanto outros não “perdem tempo” com leitura, inclusive de blogs. O ser humano é tão complexo e distinto que nem parece pertencermos a uma mesma categoria na constituição do Universo. Quando observo pessoas de outras culturas, outras classes sociais, outras demências, fico achando que não somos tão iguais assim. Eu não sobreviveria sem tomar banho e não comeria certos animais, nem à beira da morte. Enquanto isso, milhões de pessoas vivem assim. Por outro lado, sei que muitas pessoas aproveitam mais e melhor a vida do que eu. Moro numa ilha com quarenta e duas praias e só fui à praia duas ou três vezes neste ano. Há quem pratique esportes radicais, escale montanhas, vagueie pelos bares em busca de altos papos, experimente , ouse, extraia o máximo de si. Outros, parecem pensar que terão sete vidas e vão deixando tudo para depois. Eu sofro por cada dia que passo longe do meu filho caçula, gostaria de ter todos os dias e a toda hora as pessoas que amo bem juntas de mim. Sei que há uma infinidade de frases feitas para me criticar ou consolar, só que dentro de mim vou continuar sentindo desse jeito. O AMOR parece ser mesmo a mola propulsora da humanidade, em todas as direções. Dia desses, lendo uma entrevista do Juca Chaves, ele dizia que está casado com Iara há 34 anos, 1 mês e 8 dias. Assim, na bucha, sem pensar. Fiquei pasma, lembrando de quantos maridos esquecem até a data do seu casamento. Outros, até exageram, como o sheik indiano que mandou construir o Taj Mahal. Depois de quatorze filhos com a mulher ele ainda sentia tanto amor por ela que quase enlouqueceu de dor com a sua morte e mandou construir um mausoléu de mármore branco para sepultá-la, que se transformou num ícone da Índia e do mundo, um monumento ao amor. Não fosse a ingratidão dos filhos, que anos depois o prenderam, ele construiria um idêntico, de mármore negro, em frente ao dela, para ser enterrado nele. Se havia nisso outros sentimentos menos nobres misturados, o Amor foi o gatilho que desencadeou o resto. Bonito... E você, está aproveitando a vida?
Escrito por Maria Luiza às 11h09
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