MANEZINHA SEM SAL
Quem gosta da Ana do Big Brother? Ou melhor, por que gostam da Ana? Voltou de cinco paredões e todo mundo diz que ela é chata. Não entendo. Claro que aqui em Floripa são só louvores para ela. Mas tenho certeza de que não é bairrismo que me faz gostar do Flávio. Ana me cansa, com aquele chororô, sempre querendo colo, sempre se achando injustiçada, sempre duvidando dos outros. Sobreviveu até agora pendurada no pescoço da Naná e já passou para o colo da Jose. Ana é sem graça, sem ritmo, sem opinião, não curte as festas, mesmo se dizendo baladeira não sabe a letra de nenhuma música, não demonstra real interesse por nada, não tem senso de humor, sua conversa nem de longe lembra uma bacharel em Direito , enfim, uma chatinha completa! E vai acabar ganhando este BBB 9. Porque o nosso povinho não sabe votar, nem pra brother. Acham que só porque alguém não é mau já é o melhor. Pensam que a bondade é a ausência de maldade, quando a coisa é bem mais complexa. Ninguém é bom apenas por não ser mau. E brother (grande irmã!) a Ana não é de jeito nenhum! E você, é dos que não assistem BBB nem sob tortura? Ou dos que "dizem" que não assistem? Ou dos que acham que é tudo marmelada da Globo? Ou dos que pensam que pagar um milhão para aqueles desocupados é jogar dinheiro fora? Eu assisto, prefiro mil vezes o BBB do que esses jogos de futebol (aghr), geralmente tenho mais rejeição do que atração pelos confinados. É mais fácil falar dos que não gosto. Mas gostaria que alguém do tal lado B ganhasse, não pelo lado, mas pelos integrantes. Ah, continuo lendo muito, assistindo bons filmes, ouvindo boa música, minha cultura não ficou nada arranhada, posso garantir. E curtindo a novela da Índia e o BBB. Fazer o quê?
Escrito por Maria Luiza às 20h15
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
OUTRO EXEMPLO
Vou ser obrigada a continuar escrevendo sobre o mesmo tema. Se não escrevo, explodo! Imaginem que acabo de presenciar mais um desses marginaizinhos de roupas finas e carro do ano exercitando sua truculência da maneira mais imbecil. Sempre fui considerada boa motorista, inclusive fui eu que ensinei meus três filhos a dirigir. Como ainda não estou gagá e meus reflexos continuam rápidos, nunca tive problemas no trânsito, apesar do fluxo de veículos e motos ter triplicado por aqui. Hoje, quando levava meu netinho para a escola, numa curva de quatro pistas que desemboca em duas, passei na frente (com folga) de um carro vermelho, novo, não sei de que marca (sou péssima nisso). Tudo normal, como acontece diriamente. Só que o motorista do tal carro deve ter ficado injuriado por perder a manobra para uma mulher e resolveu barbarizar. Era um homem de uns quarenta anos, loiro, gordo, bochechudo, de cabelos amarelos e cara cor-de-rosa (como os porquinhos), completamente irado, de uma forma sem propósito, visto que seu carro não sofreu nenhum arranhão sequer. Ele colocava luz alta, buzinava, até emparelhar comigo e começar a xingar: - Sua vaca! Sua vaca! Sua vaca! Vai aprender a dirigir! Eu fiquei mais preocupada com o exemplo de violência desnecessária para um menino de cinco anos. Olhei para o outro lado, não revidei (embora eu tivesse razão), tentei conversar com o Lucas sobre outro assunto e ele não se dava por satisfeito, continuava tentando ficar ao meu lado para continuar berrando, como um doido, como se eu tivesse atropelado ele. E dê-lhe palavrões! Lucas ficou indignado, pobrezinho. Só dizia que, quando tivesse vinte anos, iria brigar com aquele homem horroroso. E perguntava: - Por que ele está dizendo isso vovó? Em resumo, fiquei imaginando a reação de um crápula desses, se estivesse armado e alguém batesse no carro dele. É muito estresse, muita violência desnecessária, muita agressividade... Bem feito que eu ganhei dele na curva! Uma mulher mais velha, num carro mais velho e deixou o bobalhão pra trás! Bem feito!
Escrito por Maria Luiza às 14h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
FILHINHOS DE PAPAI
Tudo que o ser humano mais deseja (imagino) é ter pai e mãe legais. Parece que só isso já é um passaporte para uma vida muito mais tranquila(sem trema parece tequila). No entanto, quando se quer xingar alguém, logo surge o "filho da mãe" ou até "filho de uma boa mãe"! Da mesma forma, o "filhinho do papai" é pejorativo, depreciativo, tudo de ruim. Afinal, se pai e mãe são sagrados, vitais, etc, por que tanta ironia com esta relação? Glória Peres (eu e minhas novelas) demonstrou muita sensibilidade, o que aliás sempre foi sua marca registrada, ao tratar diversos tipos de relacionamentos nesta novela atual, inclusive tocando nos delicados temas da xenofobia, da globalização, do aborto, da rivalidade entre irmãos, da loucura (sim, em suas variadas formas) e também no comportamento irritante e nefasto daquele "filhinho de papai" arruaceiro, que não respeita nada nem ninguém e tem conivência e estímulo totais de quem deveria refreá-lo: o pai e a mãe. São esses jovens que desrespeitam os professores, desacatam as autoridades, queimam índios e mendigos na saída das festas, estupram meninas em suas baladas "só de brincadeira", matam gente no trânsito e dão "carteiraços" a rodo! "-Sabe com quem você está falando?" E, se o policial, o fiscal, o segurança, o professor ignora a pergunta, é "casualmente" transferido para locais de trabalho bem piores, quando não são demitidos. Acho que esses pais deveriam ser presos juntamente com seus filhos delinquentes, pois fazem tanto ou mais mal que o favelado, cheio de filhos e de pinga, que instala uma fábrica de bandidos em seu barraco. São tão bandidos quanto! E sem atenuantes, pois têm casa, comida, carro, estudo e tudo o mais. Dizem que a fruta nunca cai muito longe do pé. Portanto, esses bandidos mirins têm exemplos domésticos, incentivo, tolerância, presenciam falcatruas diárias de seus pais, que não hesitam em diminuir os professores, em virtude dos baixos salários, roupas sem grife, carros antigos. Como se a medida de valor de um ser - que se diz humano - pudesse ser encontrada em seu cartão de crédito. Filhos comprados com presentes, jogos, liberdade, para que seus pais não precisem se dar ao trabalho de conversar com eles, ensiná-los, educá-los. Sim, porque esta é a função primordial da família e não da escola. Crianças e jovens que só comem porcaria, não respeitam ninguém, exigem tudo o que querem na hora e conseguem no grito, mesmo que nada daquilo supra seu vazio interior. É, o personagem criado pela novelista e que tão bem retrata a realidade de muitos jovens, pode ser mesmo chamado de "filho da mãe" e "filhinho de papai", no sentido depreciativo comumente usado. Imagino até que esses termos foram criados com base em comportamentos como o do rapaz em questão. Nesse caso, a gente tem todo o direito de se ofender quando escuta um chamamento desses, embora devesse ser bem diferente. Quem não se orgulha de ser filho do seu pai e da sua mãe?
Escrito por Maria Luiza às 19h57
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
BORBOLETAS
Para quem foi criada numa casa ampla, com um jardim enorme, repleto de borboletas coloridas, parece uma grande bobagem reparar em simples borboletinhas brancas. No entanto, está cada vez mais difícil da gente ver borboletas na cidade grande. Também, em que flores elas iriam pousar? Já falei aqui que estou com um enorme terreno, cheio de plantas, pássaros e borboletas bem ao lado do meu prédio. Demoliram as velhas casas e , é claro, vão construir ali mais um espigão. Ainda mais que meu bairro, com a Beiramar Continental, ficou de repente supervalorizado. Lojas finas estão pipocando por aqui e os aluguéis e vendas inflacionaram. Bem, mas quero mesmo falar é das borboletas. Deixa só eu dar uma corridinha pra trocar o CD, porque Roberto Carlos logo após a morte da Maria Rita ninguém aguenta. Agora sim, Caetano é sempre bom. Bem, mas as borboletas hoje cedo me acompanharam e, como eram brancas, será que não eram espíritos?( Jeanne e Paulo que me respondam) Como vou explicar aos meus netos como eram as borboletas? Terei de ir até Alegrete para lhes mostrar? Ainda bem que qualquer motivo é válido para a gente ir a Alegrete! Afinal, minha alma ainda mora lá na Mariz e Barros! Certa vez, uma amiga querida sugeriu que eu fizesse um texto interativo. Doce ilusão. Meus leitores são do escurinho mesmo. Deixa eles! Portanto, eu "ia " perguntar se você tem visto borboletas, mas deixa pra lá. Vou encerrar com uma descrição minha, advinda de um desses testes que recebo. Era relacionada às árvores, pertencente à mitologia celta, que investiga de que árvore caímos. Ficou provado (?) que minha árvore é a nogueira (e eu nunca vi uma!)e o significado é este: Implacável, é uma pessoa estranha e cheia de contrastes, não é egoísta, agressiva quando preciso, amorosa, nobre, de horizontes amplos. De reações inesperadas, espontânea, de ambição sem limites, pouco flexível. É uma companhia pouco comum, nem sempre agrada, mas é admirável, comum gênio estratégico, muito zelosa e apaixonada. Não se compromete se não conhece. Bem, tirando a parte da ambição (acho que a minha é até pequena demais), até que se parece comigo! Bom domingo pra vocês! Cheio de borboletas!
Escrito por Maria Luiza às 12h03
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|



|
Meu perfil
BRASIL, Sul, FLORIANOPOLIS, ESTREITO, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Arte e cultura, música MSN -
|
|