DISSO SÃO FEITAS AS MENINAS!
Dia Internacional da Mulher. Não vou questionar nada, reclamar de nada, endeusar ninguém. Sinceramente, parece que tudo já foi dito a esse respeito. Eu mesma, todos os anos, comento algo a favor ou contra o fato de termos um dia só para nós. Cansei. Neste ano minha abordagem será diferente. Quando criança (já fui uma), adorava ler a coleção do Mundo da Criança, com suas capas vermelhas, ilustrações belíssimas e um mundo mágico dentro de cada volume. Algumas histórias e alguns poemas sei de cor até hoje, de tanto que lia e relia. Tinha um, pequenino, que dizia assim: "- De que são feitos os meninos? Rãs, caracóis, rabinhos pequeninos. - De que são feitas as meninas? Doces, perfumes e outras coisas finas. Disso são feitas as meninas." Eu, como única mulher na família, adorava! Ficava me achando superior, delicada, acima dos meninos. Claro que, de lá pra cá, muita água passou sob a ponte! No entanto, dia desses, voltei a pensar no assunto, numa tarde tórrida, quando fui levar o Lucas no colégio, com a Bruna a tiracolo. Ela, como sempre, de sandalinha e laço no cabelo combinando com o vestidinho. Tem que aprender, desde cedo, que a beleza feminina é muito construída e envolve sacrifício e dinheiro. Nem todos pensam assim, depois se queixam que as mulheres de hoje não sabem nem sentar direito, que se comportam igual aos homens, que não arrumam nem as próprias gavetas, que não sabem fritar um ovo e por aí afora. Tem gente que acha isso o máximo! Pois algumas coleguinhas do meu neto estavam como a Bruna, cuidadosamente arrumadas e limpas, de cabelinho preso por causa do calor e outras... descalças, sem blusa(!), totalmente desgrenhadas, mais sujas que os próprios meninos. Será esta a nova mulher? Duvido!
Escrito por Maria Luiza às 17h45
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AUTOBIOGRAFIA NÃO!
Dentro do pouco tempo disponível vou elegendo prioridades. Desta vez, aproveito o tempo livre escrevendo um conto para concurso de uma editora. Depois dos minicontos, agora ampliei a narrativa para um conto mais longo. Já terminei, mas não fiz nenhuma releitura ainda. Sei que as minhas amigas vão procurar semelhanças com a minha vida, então vou logo adiantando: - quero ser ficcionista, não memorialista! Mesmo porque, ao contrário do que se diz por aí, "minha vida não daria um romance"! É claro que há muito de nós no que escrevemos. Muitas vezes usamos atributos conhecidos para caracterizar um personagem; inserimos histórias verdadeiras no enredo criado, todavia não passa disso. Gosto de imaginar, de criar, de dar asas à minha criatividade. Ficar rememorando e descrevendo o que eu vivi não me satisfaria. Vou lá ver que tal a história ficou depois de "esfriar". Depois eu conto.
Escrito por Maria Luiza às 16h42
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Sem título
Sem título, sem tempo, sem inspiração. Considerando a força das palavras e fazendo uso delas para todo o tipo de comunicação, não acho justo jogá-las fora, numa falta total de fundamento, assim como essas pessoas que falam, falam e não dizem nada. Uma das virtudes que mais aprecio nas pessoas é o reconhecimento. Pessoas bem agradecidas, dessas que valorizam o que quer que façamos por elas e que, quando surge uma oportunidade, fazem questão de retribuir. Infelizmente, o mundo anda cheio de gente mal agradecida, que pensa que os outros vieram ao mundo apenas para lhe prestar favores. Pessoas que usam, sugam e depois descartam, pessoas igualmente descartáveis, com certeza! Gente que maltrata até as pessoas que julga amar por possessividade, insegurança, ciúme doentio. Dessas os psicólogos não cuidam e como fazem mal a quem convive com elas! Chegam a usar os filhos para atingir o pobre companheiro, ou a companheira, mas é mais comum nas mulheres. Dizem que a fruta não cai longe do pé. É, rapaziada, vamos conhecer melhor os sogros... Qual é o preço de um sorriso? Aqui no bairro tem um jovem paraplégico que vende naftalina nas portas dos bancos há muitos anos. Quando passeio com a Bruna, talvez pela identificação da cadeira de rodas com o carrinho, ela costuma brindar o jovem com muitos sorrisos. Dia desses ele me disse que , para ele, os sorrisos da menina eram mais importantes do que as moedas que lhe dou. E tem gente que economiza sorrisos, que esbanja antipatia, que faz questão de ser desagradável... que tolice!
Escrito por Maria Luiza às 20h27
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