CHICO XAVIER

Para prefaciar o livro de um colega, procurei me valer de algumas citações da doutrina espírita, que ele pratica.

Descobri coisas tão lindas e significativas que não resisti e vim reparti-las com vocês, afinal, a gente reparte tanta bobagem nesta internet...

Vejamos então "as pérolas do Chico" (segundo minha amiga Jeanne):

"Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas pro qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas...

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em água de rosas!"

"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar.

As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito."

"Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...

Não precisamos de tanta coisa para colocar em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual..."

Não tenho conhecimento, nem competência para comentar.

Só sei sentir. Profundamente.



Escrito por Maria Luiza às 17h18
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AMIGOS

Se existe uma coisa na vida a que dou muito valor é a AMIZADE.

Preservo até hoje meus amigos de infância e volta e meia nos cruzamos lá no meu Alegrete, ou por aqui, nas praias catarinenses, ou no orkut, no blog, na internet enfim.

É incrível a sintonia que temos, mesmo sem nos vermos, às vezes há anos, reconhecemos o estado de espírito do amigo apenas ao ler suas mensagens.

Sabe o que é aquela coisa de amar os filhos dos amigos como se fossem do seu sangue? A gente quer bem de verdade e não por imposição de parentesco.

Os tios mais tios que tive não eram meus tios de verdade. Ela era a melhor amiga de minha mãe e minha madrinha de crisma. Os filhos deles são até hoje os "primos" mais próximos que tenho, mesmo sem consangüinidade.

Quando nos reunimos, lá na velha casa da Mariz e Barros, eu e minhas amigas voltamos a ser adolescentes, falamos juntas, rimos de tudo, os olhos brilham, a cuia de chimarrão passa de mão em mão, falamos sobre nosso assunto predileto: os filhos (e netos, das que já os têm).

Nos momentos de tristeza ou angústia, só penso nas minhas amigas e uma palavrinha delas já me coloca em pé novamente.

Triste do ser humano que passa pela vida sem amizades verdadeiras. Muitas vezes, um bom amigo vale mais do que um amor, pois se transforma menos e tolera mais, sabe esperar o momento certo para nos falar certas coisas, agüenta melhor nosso mau-humor, enfim, é mais solidário.

Desconfio muito de quem não tem amigos. Para mim, é sinal de que alguma coisa não está bem com aquela pessoa, pois nem os amigos se aproximam e se conservam.

E aqui vai um recado para os amores: observe bem como o ser amado trata os amigos, as outras pessoas, pois, com o passar do tempo, quando a paixão acabar, vai te tratar do mesmo modo. Não tem erro!

E mais um conselho, já que hoje estou de consultora sentimental (até parece!); escolhe alguém para teu par na vida com quem tenhas sempre muita coisa para conversar, uma vez que, por muitos anos, é isso que farão na vida.

Pois é, meus amigos, minha diarista acabou de ligar avisando que tem greve de ônibus na Ilha e ela não poderá vir.

Então, mãos à obra!

 



Escrito por Maria Luiza às 08h49
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DIÁRIO VIRTUAL

Minha cabeça está cheia demais para poder concatenar as idéias e escrever sobre algum dos tantos assuntos que quero abordar.

Não posso dizer aqui tudo o que sinto ou penso, pois há coisas que devem ser guardadas, quanto mais não seja porque envolvem outras pessoas.

Esta é talvez a maior diferença deste blog para os meus incontáveis diários virtuais. Neles eu podia contar tudo. Podia mesmo? Mesmo sabendo que a minha mãe os lia escondida? Que o meu marido volta e meia fuçava neles? Acho que foi nesse tempo que aprendi a usar as figuras de linguagem, metáforas, paráfrases e tudo o mais que me auxiliasse a lembrar depois do que tinha ocorrido, sem escrever claramente sobre o fato.

Procuro alguém que saiba ouvir, que aceite conselhos, que reconheça as boas intenções, que não se deixe influenciar por pessoas melífluas, que aprecie o carinho, a cortesia, o sorriso, que tenha e pratique a generosidade, que goste de ler, de ouvir boa música, de apreciar a natureza, que fique feliz praticando o bem e vendo a felicidade do outro. Enfim, quero alguém que coloque minha netinha no meu colo, contente por saber que eu cuidarei muito bem dela. Que faça os olhos dos meus filhos brilharem, seus lindos dentes à mostra, de volta as piadas, as risadas com gosto, aquele burburinho que deixava até a cachorrinha feliz.

Aqui eu deveria colar uma gravura, ou fazer um desenho, pois não há mais nada que possa ser dito.

Então...



Escrito por Maria Luiza às 15h02
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BRAVA SEGUNDA CLASSE!

Se é que existe realmente uma distinção de classes sociais na espécie humana, penso que a "primeira classe" é bem mais sem graça que a segunda, porque uniforme, imitadora, globalizada, sem acentos regionais, podendo pertencer a qualquer país, desde que preencha alguns requisitos como: falar inglês e francês; usar grifes mundialmente famosas; possuir um closed repleto de roupas e sapatos assinados e por aí afora, numa lista imensa de futilidades que me canso até para enumerar.

Já a "segunda classe" é muito mais divertida, peculiar, representativa, genuína. E amplamente menosprezada por aqueles que se julgam num degrau acima do resto da humanidade.

Vejam o caso dos nordestinos, por exemplo. Criados no sol, no calor, com pouquíssima roupa e precisando abandonar sua terra e sua gente para vir trabalhar nos sul, onde há, pelo menos, subempregos. Aqui se submetem ao frio, ao deboche, às agressões verbais, como se fossem mesmo cidadãos de segunda classe.

Em contrapartida, pessoas de todas as regiões do país, principalmente do Sul e Sudeste, viajam sistematicamente ao Nordeste, em busca das praias de águas mornas, dos frutos do mar, dos forrós, das festas juninas, das danças típicas. Só gostariam de poder tirar o povo de lá, apossando-se da terra também, como patrimônio das regiões mais ricas e menos ensolaradas.

O Nordeste é lindo, quente, alegre e não deve nada às demais regiões, mais ricas, de temperaturas negativas, onde as roupas grossas, bons vinhos, chocolates, fondues e churrascos são reservados apenas à primeira classe.

Ser pobre no sul do Brasil é duas vezes mais triste, porque passar fome num frio de rachar dói ainda mais.

Por isso, essa imaginária divisão de classes é ainda mais ingrata para os sulistas. Uma coisa é passar fome estendido numa praia de areias quentes, com coqueiros à vontade e peixes na rede; outra é se encolher debaixo de um viaduto ou sob marquises, deitado em papelões, ouvindo o roncar das próprias tripas.

Para uma humanidade que sabe o quanto a vida é efêmera e que ninguém consegue comprar o adiamento da morte, há orgulho demais por aí...

Ao invés de separar os homens em classes, que tal tratar melhor da classe "humana"? Hein?!



Escrito por Maria Luiza às 12h02
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